Televisionamos o genocídio. Não no sentido técnico de uma câmera em cima do tripé, mas naquele em que a humanidade se senta diante de um retângulo luminoso, que hoje cabe na palma da mão e assiste. O botão “Ao Vivo” virou sacramento: luz vermelha acesa, latência mínima, como se reduzir segundos de atraso reduzisse também […]
bolhas da internet
“Como se formam os gostos? Até que ponto as escolhas por eles orientadas são livres, autônomas, conscientes? Ou o contrário?” Essas perguntas, que abrem o longo ensaio de Marco Schneider sobre A dialética do gosto – informação, música e política (ed. Circuito/Faperj, 2015), me vieram à cabeça diante de certas reações à morte trágica da […]
